A Ilha Esquecida combina fantasia e drama sentimental para discutir amizade e memórias. Com direção de Januel Mercado e Joel Crawford, a animação da DreamWorks conquista pelas escolhas de elenco de voz e premissa tocante, embora o roteiro corra o risco de tropeçar em convenções dramáticas familiares.
Quando p Pássaro Azul de Guillermo del Toro explorou os custos de amadurecer em cenários fantásticos, o público percebeu como a animação moderna consegue tratar a perda emocional sem abandonar a aventura infantil. A Ilha Esquecida chega aos cinemas dentro dessa mesma linha temática. O novo projeto da DreamWorks Animation traz a assinatura da dupla de diretores Januel Mercado e Joel Crawford, responsáveis pelo sucesso de Gato de Botas 2: O Último Pedido (2022).
A bagagem da equipe principal desperta expectativas altas. Crawford e Mercado mostraram naquele filme que sabem dosar humor ágil com dilemas existenciais pesados. Agora, a dupla aposta em uma narrativa original focada no valor dos afetos e na dor do esquecimento. O selo da DreamWorks costuma equilibrar a piada rápida para as crianças com a camada temática mais profunda voltada aos adultos.

Confesso que esperava um tom leve de comédia rasgada, mas a premissa surpreende ao priorizar o drama interpessoal. O público que acompanha as produções do estúdio vai encontrar uma história que questiona os sacrifícios exigidos pelas transições da vida. A proposta acerta ao colocar o laço entre duas amigas no centro de um universo mágico com regras duras.
Neste artigo:
- Qual é a história de A Ilha Esquecida?
- O conflito de memórias segura a atenção do leitor?
- Os personagens secundários ajudam ou atrapalham?
- A amizade central convence como motor do filme?
- O peso da balança: o que pesa na decisão de ver no cinema
- Vale a pena assistir A Ilha Esquecida?
- Dúvidas mais comuns
- A Ilha Esquecida é baseada em um livro?
- Há cenas pós-créditos na exibição?
Qual é a história de A Ilha Esquecida?
A trama acompanha Jo e Raissa, duas grandes amigas que acabam presas no fantástico e misterioso mundo da ilha de Nakali. Para conseguirem encontrar o caminho de volta para casa, a dupla precisa enfrentar o sistema peculiar do lugar. Elas descobrem que o preço do retorno pode custar uma vida inteira de memórias e emoções acumuladas ao longo dos anos.
Nessa jornada pela sobrevivência e pelo resgate de suas identidades, as protagonistas cruzam o caminho de criaturas nativas excêntricas. Entre os habitantes da ilha estão Raww, Batiba e Bungi Tiyanak, figuras que ajudam ou dificultam a travessia das jovens. A narrativa foca o teste de lealdade entre as duas garotas enquanto a própria ilha ameaça apagar o passado que elas compartilham.
Com roteiro assinado pelos próprios diretores Joel Crawford e Januel Mercado, o enredo usa a fantasia como um palco direto para conflitos emocionais reais. A tagline oficial antecipa o tom da jornada: vale a pena lutar pela sua melhor amizade, mesmo quando o custo exige entregar os sentimentos mais valiosos.
| Ficha técnica | Detalhe |
|---|---|
| Direção | Januel Mercado, Joel Crawford |
| Roteiro | Joel Crawford, Januel Mercado |
| Elenco Principal | H.E.R. (Jo), Liza Soberano (Raissa), Dave Franco (Raww), Jenny Slate (Batiba), Manny Jacinto (Bungi Tiyanak) |
| Produção | DreamWorks Animation |
O conflito de memórias segura a atenção do leitor?
A ideia de transformar lembranças em moeda de troca garante um motor dramático eficiente. O público se conecta rapidamente com o medo de esquecer quem ama. O roteiro acerta ao transformar um conceito abstrato em um obstáculo concreto que ameaça a ligação entre Jo e Raissa a cada etapa do caminho.
Os personagens secundários ajudam ou atrapalham?
O elenco de apoio ganha destaque imediato pelo talento dos dubladores originais. Dave Franco dá voz a Raww, Jenny Slate interpreta Batiba e Manny Jacinto empresta seu tom a Bungi Tiyanak. Essa mistura de perfis cômicos serve para quebrar o peso dramático do enredo, evitando que a produção fique excessivamente melancólica para a faixa etária infantil.
A amizade central convence como motor do filme?
As vozes de H.E.R. (como Jo) e Liza Soberano (como Raissa) entregam a química necessária para sustentar o laço das protagonistas. A narrativa coloca essa cumplicidade à prova em momentos limite. A amizade das duas funciona porque reflete inseguranças reais sobre crescer, mudar e se afastar de quem amamos.
O peso da balança: o que pesa na decisão de ver no cinema
DreamWorks Animation costuma entregar produções que agradam a diferentes gerações, mas cada projeto adota um tom muito específico. Avaliar o apelo deste trabalho exige observar onde o roteiro acerta em cheio e onde ele escolhe o caminho mais seguro.
Ponto forte: A premissa emocional é honesta e foge do maniqueísmo tradicional de vilões absolutos. O perigo vem das regras da própria ilha de Nakali.
Ponto forte: A escalação do elenco de voz combina talentos da música e da atuação, garantindo variedade de ritmos aos diálogos.
Ponto fraco: O conceito de ilha mágica que exige sacrifícios de memória flerta com estruturas narrativas vistas em outras animações de fantasia.
Ponto fraco: A transição entre o humor físico das criaturas secundárias e o tom sombrio do dilema central corre o risco de soar abrupta.
Abaixo, veja como a proposta do filme se posiciona em relação a outros sucessos recentes da animação que abordam o amadurecimento e o impacto dos sentimentos:
| Filme | Tema Central | Foco do Conflito |
|---|---|---|
| A Ilha Esquecida (2026) | Preservação das memórias e amizade | Sacrifício pessoal para voltar para casa |
| Gato de Botas 2 (2022) | Mortalidade e valorização da vida | Fuga da morte e aceitação da vulnerabilidade |
| Divertida Mente 2 (2024) | Construção da identidade na puberdade | Conflito entre emoções velhas e novas |
A comparação deixa claro como a produtora tenta manter o sarrafo alto no debate emocional. Enquanto Gato de Botas 2 olhou para o medo do fim da vida, esta nova história prefere investigar o medo de perder o passado. É um tema com grande apelo familiar.
Vale a pena assistir A Ilha Esquecida?
A Ilha Esquecida não reinventa a roda do gênero fantástico, mas entrega uma aventura emocionante que justifica o valor do ingresso. A parceria de direção entre Januel Mercado e Joel Crawford prova mais uma vez a capacidade do estúdio de tratar temas complexos com sensibilidade e apelo pop.
Achei acertada a escolha de colocar duas garotas jovens como centro absoluto do drama, sem a necessidade de par amoroso ou distrações externas. A jornada em Nakali vale a pena pelo impacto da mensagem sobre o valor das memórias que construímos com os amigos.
O único deslize real fica por conta de certa previsibilidade no desenvolvimento da estrutura narrativa. Quem assiste a muitas animações comerciais consegue antecipar alguns caminhos que o roteiro toma para resolver o impasse de Jo e Raissa. Ainda assim, a força das interpretações de voz de H.E.R. e Liza Soberano compensa as fórmulas conhecidas. O filme cumpre sua promessa e garante um bom divertimento para todas as idades.
Dúvidas mais comuns
A Ilha Esquecida é baseada em um livro?
Não. A produção é uma história original escrita pelos diretores Joel Crawford e Januel Mercado para a DreamWorks Animation, sem ligação direta com obras literárias anteriores.
Há cenas pós-créditos na exibição?
A presença de cenas extras após os créditos finais não é informada no material oficial divulgado pela produção do filme.